Informações Gerais

Em novembro de 1874 realizou-se na Igreja Presbiteriana de São Paulo uma campanha em favor da mocidade. Foi especialmente visado um jovem que acabara de alcançar os dezenove anos: Eduardo Carlos Pereira. As orações não foram feitas em vão, pois a 7 de março de 1875 ele era recebido em pro­fissão de fé.

Sob a inspiração do já então rev. Eduardo Carlos Pereira, foi fundada em1888 a”Sociedade Brasileira de Tratados Evangélicos”, que chegou a ter tipografia própria, onde veio a ser impresso “O ESTANDARTE”.

Paulatinamente, a igreja de São Paulo ia alcançando acentuado desen­volvimento e, na memorável noite de 22 de agosto de 1888 elegeu como pas­tor nacional o rev. Eduardo Carlos Pereira, que foi empossado em janeiro do ano seguinte.

No dia lº de agosto de 1903 organizou-se oficialmente a Igreja Presbi­teriana Independente do Brasil, tendo sido arrolados como membros funda­dores:

a – sete ministros:

Revs. Eduardo Carlos Pereira, Bento Ferraz, Caetano Nogueira Jr., Ernesto Luiz de Oliveira, Vicente Themudo Lessa, Otoniel Mota e Alfre­do Borges Teixeira. O rev. Francisco Lotufo, que não pudera estar presente no Concilio, aderiu à nova igreja cerca de um mês depois;

b – quinze presbíteros:

Dinarte Ferreira Coutinho, Delfino Augusto de Moraes, Saturnino Borges Teixeira, Antônio José de Souza, Júlio Olinto, Aquilino Nogueira César, José Celestino de Aguiar, João da Mata Coelho, Sebastião Pinheiro, José Antônio de Lemos, Severo Virgílio Franco, Joaquim Honório Pinhei­ro, Francisco Pires de Camargo, João Garcia Novo e João do Amaral Camargo.

Os trabalhos iniciaram-se com grande entusiasmo: aprovou-se o Plano de Missões Presbiteriais, tendo como tesoureiro o rev. Otoniel Mota. A 31 de julho de 1904 levantou-se a primeira coleta comemorativa do aniversário da igreja.

Cinco meses depois os relatórios registravam 100 profissões de fé e 2.600 adesões.

Em janeiro de 1906 era este o balanço geral: 39 igrejas, 15 congrega­ções, 11 ministros, 3.350 membros professos e 3.092 menores.

A antiga Comissão de Missões Presbiteriais passou a denominar-se Co­missão das Missões Nacionais, centralizando toda a administração da Igreja e cujo presidente foi o rev. Eduardo Carlos Pereira, desde 1903 até 1922, quando afastou-se do trabalho ativo.

O ano de 1922 foi o ano das modificações, com a criação de seis Co­missões Permanentes: educação, beneficência, publicações, relações ecle­siásticas, trabalho leigo e missões nacionais.

No dia 2 de março de1923 aIgreja enlutou com a perda de seu lí­der, rev. Eduardo Carlos Pereira, fato este que assinalou um verdadeiro pe­ríodo de transição.

Em 1934 foi eleito Secretário Executivo junto à mocidade o rev. Eduar­do Pereira de Magalhães (neto do fundador) e foi criada a CERAL — Comissão de Educação Re­ligiosa e Atividades Leigas, que centralizou a Federação da Mocidade, criada em janeiro de 1934 e organizada em 16 de dezembro do mesmo ano e, pos­teriormente, a de Senhoras, criada em 16 de setembro de1939, ade Escolas Dominicais, criada em 6 de maio de1943, a das Sociedades Juvenis, criada em 30 de janeiro de 1945 e a dos Varonis, criada em 12 de fevereiro de 1948.

Em 1954 a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil era um organismo cujo trabalho estendia-se do Amazonas até Santa Catarina, de São Paulo ao Mato Grosso. Ela cresceu de 7 pastores e 14 igrejas para 114 pasto­res, 176 igrejas, cinco Presbitérios e cerca de 22.000 membros comungantes, além de 21.000 menores.

Nos vinte e cinco anos que se seguiram, a Igreja sofreu alterações ad­ministrativas, necessárias devido ao seu grande e constante desenvolvimento. A CERAL foi substituída pela Comissão de Educação Religiosa e pela Comissão de Atividade Leigas, e esta última coordenando as três Confederações que foram criadas, em lugar das antigas Federações: Confederação da Mocidade Presbiteriana Independente do Brasil, Confederação Nacional das Senhoras Presbiterianas Independentes do Brasil e Confederação Nacional dos Varonis da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, sendo a mais antiga a primeira delas.

A Igreja nacional nos seus 80 anos chegou a cerca de 370 pastores, 350 igrejas, 50.000 membros comungantes, 20.000 menores, 28 Presbité­rios 7 Sínodos e o Supremo Concilio.

Esta é a grande seara presbiteriana independente, que teve seu iní­cio em 1903, com um grupo de homens valorosos. Deles, apenas um era de meia idade. Todos os demais eram jovens. Essa é a tradição que her­damos. Essa é a nossa grande responsabilidade, diante de Deus e dos ho­mens, como Confederação da Mocidade Presbiteriana Independente do Brasil, com toda a pujança, tão bem expressa pelo Rev. Eduardo Carlos Pereira, em 1922.

“Aí estão os novos, cheios de novas idéias, de entusiasmo. Deixai-os agir”.

– Histórico do Umpismo

“Criada pelo memorável Sínodo de 18 a29 de janeiro de 1934, a SECRETARIA DA JUVENTUDE PRESBITERIANA INDEPENDENTE desenvolveu, nos seus dois primeiros anos de atividade, um enorme trabalho de organização”.

Assim começa um artigo do saudoso presbítero Ilídio Burgos Lopes, da terceira Igreja Presbiteriana Independente de Sâ”o Paulo, n’0 Estandar­te de 21 de janeiro de 1936. Por aí ficamos sabendo que o Concilio Supre­mo de nossa Igreja (na época contando com pouco mais de 40 pastores com­parados com os 370 de hoje) organizou o trabalho moço da denominação, através do secretário, rev. Eduardo Pereira de Magalhães.

Prossegue o artigo: “Incansável, executou um trabalho hercúleo, cujo alcance não pode ainda ser inteiramente compreendido, mas cujos frutos já se vêem e que terá resultados verdadeiramente benéficos em futuro bem próximo. A Federação da nossa mocidade foi perfeitamente organizada. Os anos de 1934 e 1935 foram de preparação, de organização, de arregimentação de forças da nossa mocidade“.

O UMPISMO de hoje: “a União das Mocidades Presbiterianas Indepen­dentes do Brasil”, é, como na sua origem, a arregimentação de forças para um trabalho integrado, pois, quanto mais integrado, mais eficiente. Assim, quan­do lemos no jornal “UMPISMO” de janeiro/fevereiro de 1978, sob o título “Nossa finalidade é integrar os umpistas de todo o Brasil”, seus redatores es­tão perpetuando o alvo proposto em 1934.

Folheando o órgão oficial da Igreja Presbiteriana Independente do Bra­sil, vemos alguns nomes que a História do Umpismo deve marcar, pois foram moços consagrados, que Deus abençoou e de quem devemos sempre lembrar com um coração agradecido. Além do “Eduardinho”, como era carinhosa­mente conhecido o rev. Eduardo Pereira de Magalhães, e de Ilídio Burgos Lo­pes, aparecem com freqüência, no Estandarte, Jayro Marcondes Trigo, da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo; Manoel Antô­nio do Nascimento, Antônio Damasceno Ribeiro, Aquiles Archero Júnior, Rui Gutierres e Eduardo Pereira de Magalhães Gouvêa.

Durante o período de1934 a1938, publicou-se o primeiro periódico umpista: o BANDEIRANTE CRISTÃO, que durou seis anos, até 1940.

O ESTANDARTE de 1º de novembro de 1938 traz este importante comunicado: “O Sínodo houve por bem criar a COMISSÃO DE EDUCA­ÇÃO RELIGIOSA E ATIVIDADES LEIGAS”. Era a circular número l, emanada da CERAL, que, reunida, deliberou quanto à juventude: “Conti­nuar com o movimento da Federação da Mocidade com os mesmos ele­mentos que a estão dirigindo”. É importante notar que, quanto ao “Depar­tamento de Senhoras”, o “Departamento Juvenil” e o “Departamento Va­ronil”, o verbo utilizado é  “criar”. Não existiam, portanto. O primeiro movimento leigo a organizar-se na Igreja Presbiteriana Independente foi, pois, o da mocidade. A ele referiu-se a Comissão do Sínodo com o verbo “continuar”, dando por bom e válido tudo o que foi feito desde 1934. Em 15 de fevereiro de 1940, mais alguns nomes se incorporavam à liderança da Federação da Mocidade: Antônio Monteiro da Cruz Júnior, Sherlock  Nogueira  como  missionário,  Orlando  Hofling, Domingos  Silva Ferreira, Benvindo Bastos Neves e Moacir Villares de Almeida. No tercei­ro Congresso da Federação da Mocidade Presbiteriana Independente (20 a24 de março de 1940) surgiram ainda Carlos René Egg, Isaac Nicolau Sa-lum e Luthero Cintra Damião, ao lado de Odete Corrêa e Armando Bório. São desse mesmo ano as organizações das primeiras UMPIs. Relatava Carlos René Egg ao ESTANDARTE de 20/10: “Organizamos 4 Uniões da Mocidade Presbiteriana Independente e, em todos os lugares (sic) com a boa vontade e interesse da mocidade, todas as antigas organizações MUDARAM OS NOMES para uniformização, passando a ter o nome mencionado acima, cuja abreviação é UMPI”.

Em 1941 surge “O PIONEIRO”, dirigido por Esaú de Carvalho, órgão da Sociedade Presbiteriana Independente de Moços de Fortaleza, Ceará. Moacir Guilherme o ajudava como tesoureiro e por aí vemos que a nomen­clatura padronizada de UMPI ainda não atingia todo o país.

Em vibrante artigo, o rev. Sherlock Nogueira escrevia ao ESTAN­DARTE, de 31/03/1941, dando notícia da fundação da ESCOLA MISSIO­NÁRIA DE ASSIS, sob a direção do rev. Azor Etz Rodrigues. Vem daí o grande ideal da mocidade presbiteriana independente desde seus primórdios: conquistar O BRASIL PARA CRISTO. Essa expressão, que esteve tão presente entre os nossos moços por muitos anos, apareceu pela primeira vez em nosso meio, num trabalho do rev. Severino Alves de Lima, publicado no Estandarte de 19 de novembro de 1938. O hino com esse nome foi canta­do com entusiasmo por muitos anos.

A proclamação da salvação aos que não conhecem a Jesus Cristo foi sempre uma chama que nunca se apagou na nossa mocidade. Prova é que, no editorial do jornal UMPISMO de janeiro/fevereiro de 1978, o presidente Zilton Bicudo dá a todos os diretores da Confederação, às vinte e seis Fede­rações, às UMPIs e umpistas, seu “inequívoco voto de confiança, de que sempre lutarão no sentido de que alcancemos os maiores e melhores resultados dentro da nossa missão: EVANGELIZAÇÃO”.

Sherlock Nogueira, no Estandarte de 10 de dezembro de 1941, escre­veu longo artigo entitulado “A necessidade de um secretário executivo com tempo integral para a Federação da Mocidade”, mostrando que o crescimen­to do trabalho já fazia sentir a carência de alguém com dedicação de tempo integral para a organização.

Em 1942 reúne-se em Fortaleza, a primeira Convenção Regional da Mocidade do grande Presbitério do Norte: a mesa diretora dos trabalhos tinha uma mulher, Odete Corrêa e três nomes nacionalmente conhecidos: Humberto Viana, Adiei Tito de Figueiredo e Esaú de Carvalho. Nesse mes­mo ano novos líderes despontam no Presbitério Noroeste: Silas Dias, Álvaro Simões, Luciano Fernandes e José Ortenzi. Jonas Leme Camargo escreve em O Estandarte de 20 de julho desse ano, informando a fusío da “Sociedade Dorcas”, de moças e da “Classe Jonadab”, de rapazes da primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, para entrar na maré montante do Umpismo, sob o título de UMPI.

A quem desejar pesquisar os primeiros nove anos de atividade organiza­da da Mocidade Presbiteriana Independente, o então secretário executivo, Carlos René Egg apresentou um completo histórico, na edição de O Estandar­te, aos 7 de janeiro de 1943.

O quarto Congresso Nacional do Umpismo veio a realizar-seem São Pauloem 1947. O primeiro já havia tido lugar nesta Capital, 10 anos antes, em dezembro de 1937, sendo o segundo, em fevereiro de 1939, tambémem São Pauloe o terceiro em Campinas, em março de 1940.

Em 1949 surgiu a “REFORMA”, revista das atividades leigas da Igre­ja Presbiteriana Independente. Era feita por uma equipe valorosa: Carlos René Egg, José Ortenzi, Martha Faustini e Juracy O. Costa. Teve vários anos de publicação, com boa apresentação e farto noticiário.

Finalmente, em 1955, em Bauru, num conclave organizado por José Ferreira Filho, surgiu a atual CONFEDERAÇÃO, cuja primeira diretoria foi chefiada pelo presidente Fernandino Caldeira de Andrada, de Curitiba. Eloy Alves, Waldir Matos Magno, Xel Sant’Anna Graça, Sérgio Paulo Alvarenga e Lindenberg da Silva Pereira, despontaram como líderes que por muitos anos serviram o Umpismo nacional.

Na “Antioquia da Sorocabana”, Assis, onde floresceu um trabalho mis­sionário abençoadíssimo, reuniu-se o VI Congresso Nacional do Umpismo, elegendo-se presidente aquele que por nove anos foi um líder inconteste, de infatigável dedicação, bem merecendo o título de Presidente Emérito: Josué Pacheco de Lima, da Quarta Igreja Presbiteriana Independente de Sío Paulo. Alguns dos ali eleitos deram bons anos de atividade à Mocidade Presbiteriana Independente: Sérgio Poggetti, João Daniel Migliorini, Moy-sés Campos de Aguiar Netto e Roberto Vicente Cruz Themudo Lessa, este último nomeado pela diretoria como o segundo secretário executivo, car­go cujo primeiro ocupante foi o rev. Xel Sant’Anna Graça.

Em julho de 1961, já muito bem organizado, o trabalho da Mocida­de Presbiteriana Independente do Brasil teve sua fase mais tranqüila, desfru­tando certamente da semeadura árdua feita pelos companheiros de épocas menos privilegiadas.

Sílvio Cerqueira Leite, João Carlos Hailer e Eduardo Leite eram novos nomes que surgiam. Joel Ribeiro de Camargo, segundo secretário eleito nes­sa época e que era de Arapongas, Paraná, viria a se tornar, em julho de 1965, em Curitiba, o presidente que substituiu Josué na liderança nacional, Paulo Pereira Nogueira e Roberto de Carvalho Moraes, ao lado de Mathias Quinte-la de Souza e Sílvio Araújo Lobo também surgiram nessa época.

No VII Nacional em Curitiba, os novos eleitos permaneceram pouco tempo na liderança: Rogério Cruz Themudo Lessa, Lísias Machado da Silva, Césio Johansen de Moura e Nara Sena de Paula. Em Brasília, 1968, Jauhyr Lobo assumia a presidência nacional, para ser reeleito,em São Paulo, em 1971. Foi um autêntico líder, primeiramente na região amazônica e, depois em todo o país.

Em 1974 elegeu-se presidente o presbítero Zilton Bicudo, secretário executivo da gestão anterior e que seria reeleito em 1977, no XII Congres­so Nacional do Umpismo, realizado em Osasco, São Paulo.

Durante o ano de 1962 haviam circulado seis números da revista “Co­roa Real”, órgão oficial da Confederação, com a primorosa colaboração dos jonalistas Nehemias Spereta Vassão e Eliziário Emanuel do Couto.

Em abril de 1977 começou a ser publicado o jornal “UMPISMO”, ór­gão oficial da Confederação da Mocidade Presbiteriana Independente do Brasil, sob a direção de Zilton Bicudo e cujos redatores eram Roseli Perei­ra Corrêa e Almir Bossan.

Em 1980, no Congresso Nacional do Umpismo, realizadoem São Josédo Rio Pardo, São Paulo, elegeu-se presidente o presbítero Onam Gonçalves de Castro, vice presidente da gestão anterior.

Esta diretoria deu ênfase ao trabalho de integração do Umpismo, tendo para isso, visitado as federações mais distantes, como, Pernambuco, Bahia, Nordeste, Norte, Mato Grosso. Reorganizou a Federação Norte e organizou o “Encontro Nacional de Líderes Umpistas” (ENLU),em Minas Gerais, Ma­ranhão e Paraná.

E hoje, quarenta e nove anos depois de seu início, o Umpismo marcha organizado, empunhando as bandeiras do início do seu ministério: A UNIÃO DA MOCIDADE PRESBITERIANA INDEPENDENTE DE TODO O BRASIL E A EVANGELIZAÇÃO.

 

(texto extraído do Manual do Umpista, publicado pela Confederação da Mocidade Presbiteriana Independente do Brasil no triênio 1977-1980, tendo como Presidente o Presb. Prof. Zilton Bicudo e depois reeditada pelo seu sucessor Presb. Onam Gonçalves de Castro, Presidente no triênio 1980-1983)